O livro é mais voltado para o Design Gráfico por ser a área do autor, mas alguns princípios são referentes ao design como um todo. Como a etimologia do design e porque do design não é arte.
A leitura é interessante, mas o vocabulário meio difícil pra quem ainda está entrando na área do design.
O livro pode ser achado na Biblioteca do Prédio 9, pelo código 754.2 V726q.
O que é [e o que nunca foi ] design gráfico
André Villas-Boas
Capítulo 1 - Perguntas curtas nem sempre têm respostas curtas (pág. 07)
Tentando responder a pergunta "o que é design gráfico?" o autor escreve: "Design gráfico se refere à área de conhecimento e à pratica profissional específicas relativas ao ordenamento estético-formal de elementos textuais e não-textuais que compõem peças gráficas destinadas à reprodução com objetivo expressamente comunicacional" (pág. 07). Mas como ele mesmo diz, essa resposta dá preferência à síntese e não à precisão.
Buscando uma definição mais precisa o autor diz que um objeto só pode ser considerado fruto de design gráfico se responder a quatro fatores: formais, funcionais, metodológicos e simbólicos.
Capítulo 2 - Aspectos formais e funcionais (pág. 10)
Um produto de design gráfico reúne os elementos estético-formais (textuais ou não-textuais com fins expressivos) ordenados numa perspectiva projetual e é realizado para a reprodução. Caso contrário é única e pertence ao campo da arte, do artesanato ou do design informacional( o design gráfico e o design informacional obedecem a leis diferentes de projeção, função e desdobramento histórico).
Já no aspecto funcional, são peças de design gráfico todos aqueles projetos gráficos que têm como fim comunicar através de elementos visuais( textuais ou não) uma dada mensagem para persuadir o observador, guiar sua leitura ou vender um produto.
Capítulo 3 - Aspectos metodológicos (pág. 15)
Para que uma peça seja de design gráfico, ela necessariamente tem que obedecer à metodologia que é a própria razão de ser do design. Ou seja: ela tem que ser projetada de alguma forma. Pois ao contrário do que a grande maioria acha "design não é qualificativo de um juízo de valor, mas simplesmente um fenômeno historicamente determinado. Ao se classificar uma peça como sendo de design, não se está dizendo se ela é boa ou não, eficiente ou não, respeitável, funcional, bonita, harmoniosa etc." (pág. 18).
Capítulo 4 - Aspectos simbólicos (pág. 22)
O design gráfico necessariamente tem como função passar a mensagem a ser transmitida para o código simbólico estabelecido, sob pena de não se efetivar enquanto prática comunicacional. E é exatamente por isso que ele surgiu a partir da industrialização e da emergência da sociedade de massas.
Capítulo 5 - O design gráfico é interdisciplinar (pág. 32)
Apesar de pertencer a uma área de conhecimento específica e mais ou menos consolidada enquanto campo intelectual, o design gráfico é essencialmente interdisciplinar, tendo estreita interface principalmente com a comunicação social, as artes plásticas e a arquitetura. E na maioria dos casos, a interdisciplinaridade característica da formação nessas três áreas, o autodidatismo desses profissionais e sua gradual especialização proveniente da prática da atividade conseguem compensar a formação mais completa que, a princípio, um curso especializado em design oferece.
Capítulo 6 - Afinal, como se chama isso? (pág. 38)
Nesse capítulo o autor mostra a uso de alguns termos do design.
-Design ou Desenho Industrial - a área de conhecimento e prática como um todo. Embora dê preferência ao termo em inglês, a expressão oficial em português se mostra mais adequada quando na referência aos cursos de graduação no país, por ser adotada pelas instâncias oficiais de ensino e pesquisa.
-Projeto de Produto - uma das tradicionais habilitações profissionais do desenho industrial, conforme regulamentado pelo MEC.
-Programação Visual - a outra habilitação tradicional do desenho industrial. A programação visual se divide em diversas sub-áreas que têm como ponto comum o ordenamento de elementos estético-formais textuais e não-textuais como objetivo comunicacional expresso. Além do design gráfico, são sub-áreas da programação visual, entre outras, o design informacional, o design de interface, o design hipermídia, o design de letreiros e sinalização corporativa.
-Designer - o profissional que executa a atividade, podendo ser acrescido ao termo a referência à sua especialização( designer gráfico, designer de produto)
Capítulo 7 - Design ou desenho? (pág. 44)
Design é uma palavra inglesa originária de designo (as - are - avi - atum), que em latim significa indicar, representar, marcar, ordenar. O sentido de design lembra o mesmo que, em português, tem desígnio: projeto, plano, propósito. Com a diferença de que desígnio denota uma intenção, enquanto design faz uma aproximação maior com projeto. Há assim uma diferença clara entre design e o também inglês drawing - este, sim, o correspondente ao sentido que te o termo desenho.
Capítulo 8 - Design gráfico não é arte (pág. 48)
O design gráfico nasceu no campo da arte e se deslocou gradativamente - conforme foi se construindo como disciplina e prática sistematizada - para um estatuto social que lhe conferiu lugar na esfera produtiva. A arte perde assim suas possibilidades de intervenção na produção. Tornando-se autônoma e ornamental.
A leitura é interessante, mas o vocabulário meio difícil pra quem ainda está entrando na área do design.
O livro pode ser achado na Biblioteca do Prédio 9, pelo código 754.2 V726q.
O que é [e o que nunca foi ] design gráfico
André Villas-Boas
Capítulo 1 - Perguntas curtas nem sempre têm respostas curtas (pág. 07)
Tentando responder a pergunta "o que é design gráfico?" o autor escreve: "Design gráfico se refere à área de conhecimento e à pratica profissional específicas relativas ao ordenamento estético-formal de elementos textuais e não-textuais que compõem peças gráficas destinadas à reprodução com objetivo expressamente comunicacional" (pág. 07). Mas como ele mesmo diz, essa resposta dá preferência à síntese e não à precisão.
Buscando uma definição mais precisa o autor diz que um objeto só pode ser considerado fruto de design gráfico se responder a quatro fatores: formais, funcionais, metodológicos e simbólicos.
Capítulo 2 - Aspectos formais e funcionais (pág. 10)
Um produto de design gráfico reúne os elementos estético-formais (textuais ou não-textuais com fins expressivos) ordenados numa perspectiva projetual e é realizado para a reprodução. Caso contrário é única e pertence ao campo da arte, do artesanato ou do design informacional( o design gráfico e o design informacional obedecem a leis diferentes de projeção, função e desdobramento histórico).
Já no aspecto funcional, são peças de design gráfico todos aqueles projetos gráficos que têm como fim comunicar através de elementos visuais( textuais ou não) uma dada mensagem para persuadir o observador, guiar sua leitura ou vender um produto.
Capítulo 3 - Aspectos metodológicos (pág. 15)
Para que uma peça seja de design gráfico, ela necessariamente tem que obedecer à metodologia que é a própria razão de ser do design. Ou seja: ela tem que ser projetada de alguma forma. Pois ao contrário do que a grande maioria acha "design não é qualificativo de um juízo de valor, mas simplesmente um fenômeno historicamente determinado. Ao se classificar uma peça como sendo de design, não se está dizendo se ela é boa ou não, eficiente ou não, respeitável, funcional, bonita, harmoniosa etc." (pág. 18).
Capítulo 4 - Aspectos simbólicos (pág. 22)
O design gráfico necessariamente tem como função passar a mensagem a ser transmitida para o código simbólico estabelecido, sob pena de não se efetivar enquanto prática comunicacional. E é exatamente por isso que ele surgiu a partir da industrialização e da emergência da sociedade de massas.
Capítulo 5 - O design gráfico é interdisciplinar (pág. 32)
Apesar de pertencer a uma área de conhecimento específica e mais ou menos consolidada enquanto campo intelectual, o design gráfico é essencialmente interdisciplinar, tendo estreita interface principalmente com a comunicação social, as artes plásticas e a arquitetura. E na maioria dos casos, a interdisciplinaridade característica da formação nessas três áreas, o autodidatismo desses profissionais e sua gradual especialização proveniente da prática da atividade conseguem compensar a formação mais completa que, a princípio, um curso especializado em design oferece.
Capítulo 6 - Afinal, como se chama isso? (pág. 38)
Nesse capítulo o autor mostra a uso de alguns termos do design.
-Design ou Desenho Industrial - a área de conhecimento e prática como um todo. Embora dê preferência ao termo em inglês, a expressão oficial em português se mostra mais adequada quando na referência aos cursos de graduação no país, por ser adotada pelas instâncias oficiais de ensino e pesquisa.
-Projeto de Produto - uma das tradicionais habilitações profissionais do desenho industrial, conforme regulamentado pelo MEC.
-Programação Visual - a outra habilitação tradicional do desenho industrial. A programação visual se divide em diversas sub-áreas que têm como ponto comum o ordenamento de elementos estético-formais textuais e não-textuais como objetivo comunicacional expresso. Além do design gráfico, são sub-áreas da programação visual, entre outras, o design informacional, o design de interface, o design hipermídia, o design de letreiros e sinalização corporativa.
-Designer - o profissional que executa a atividade, podendo ser acrescido ao termo a referência à sua especialização( designer gráfico, designer de produto)
Capítulo 7 - Design ou desenho? (pág. 44)
Design é uma palavra inglesa originária de designo (as - are - avi - atum), que em latim significa indicar, representar, marcar, ordenar. O sentido de design lembra o mesmo que, em português, tem desígnio: projeto, plano, propósito. Com a diferença de que desígnio denota uma intenção, enquanto design faz uma aproximação maior com projeto. Há assim uma diferença clara entre design e o também inglês drawing - este, sim, o correspondente ao sentido que te o termo desenho.
Capítulo 8 - Design gráfico não é arte (pág. 48)
O design gráfico nasceu no campo da arte e se deslocou gradativamente - conforme foi se construindo como disciplina e prática sistematizada - para um estatuto social que lhe conferiu lugar na esfera produtiva. A arte perde assim suas possibilidades de intervenção na produção. Tornando-se autônoma e ornamental.